O que está acontecendo com a nossa tranquilidade?!

Estamos vivendo situações atípicas ultimamente. Uma pandemia que nos colocou trancados em isolamento social, um vírus que ameaça a nossa liberdade, relações sociais extremamente bélicas por posicionamentos políticos. Ha muito não vivíamos tantas expressões políticas tão acirradas.

Ai nos perguntamos, o que tem provocado tantas emoções ultimamente?!

Poderíamos analisar essas questões sob olhar mais amplo e afunilar ao campo político, que tem servido para extravasamento de tantos pontos de conflito. O homem em sua essência é um ser social, as relações humanas são necessárias para a diluição de nossas intensidades. Ao sermos cerceados de envolvimentos, nos tornamos extremamente encharcados de nós mesmos. Observem na esfera conjugal, os casais ao se desentenderem, tinham um dia inteiro interagindo com outras pessoas, recebendo informações diversas, desabafando seus perrengues e diluindo a situação nevrálgica. Ao chegarem em casa á noite, havia criado um espaço psíquico para que se pudesse falar sobre os assuntos, ou mesmo, jogar debaixo do tapete e ir levando. Assim em todas as esferas, no trabalho, nos grupos familiares, sociais, etc.

Com o advento da pandemia, isso mudou. Agora todos precisam se diluir em casa mesmo, enfrentando as situações purgativas e lidando com o ou os outros de forma contínua e rotineira. Com isso, as pessoas mais introspectivas e menos flexíveis, se tornaram uma bomba presentes a explodir. Os relacionamentos mais ou menos se tornaram mais insuportáveis, as crises econômicas e instabilidades financeiras obrigaram casais a se suportarem. Mas pra onde teria que se escoar todo esse turbilhão ?!

Além desses percalços familiares, também se vive a era virtual. Um mundo de possibilidades e necessidade de autorresponsabilidade. Nem sempre o limite do possível e prudente é respeitado. O turbilhão de informações que emergem das mídias sociais nos envolvem em temas alienantes que nos afastam dos nossos próprios temas. Assim percebemos que a política se transformou no grande escoadouro psíquico. Até ai tudo bem, o que se somou a isso foi o grande debate social sobre valores e riscos que se apresentaram desse tema. Tomou-se partido desse ou daquele candidato, mas o escoadouro se tornou cada vez mais fluente. Daí emergiram emoções que aprendemos a reter num nível baixo pelas regras familiares e sociais. Só que o aval de grandes infortúnios, identificados em algumas pessoas, nos impulsionaram ao grande duelo psíquico, o bem e o mal, o certo e o errado, ecoando nos rompimentos, decepções e tomadas de posições mais agressivas.

O que esperar do futuro?!

Que tenhamos logo a possibilidade de nos diluirmos e retornarmos ao que era antes no quartel de Arantes.

Mas será que haverá o como era antes? Será que vamos voltar a ser como antes?

No próximo texto falaremos sobre isso.

Te aguardo, vem comigo?!

Opine, o diálogo nos coloca numa posição mais sociável.

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